segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

ESE - Cap. III - item 2 - Allan Kardec


Espíritos Felizes

Pessoas que foram íntegras e bondosas, que jamais cometeram uma ação má, e que sofreram enfermidades ou experimentaram rudes provações, jamais lhes faltando coragem nas adversidades, entram no mundo espiritual desfrutando de indescritível felicidade.  A separação do invólucro físico se assemelha a um sonho, sem sentirem qualquer sensação de dor.  Alguns Espíritos descrevem que passam a perceber brilhante luz, tendo a impressão de saírem de uma atmosfera constrangedora para sentirem induzível bem-estar. (...)

Espíritos em Condição Intermediária

O mesmo não acontece com aqueles que na vida terrena foram considerados pessoas de boa índole, que não praticaram o mal, mas também não fizeram o bem, incapazes de qualquer sacrifício para minorar um sofrimento alheio, esquivando-se de qualquer ato de caridade.  Para estes, o fenômeno da morte se torna mais penoso, prolongado, e a sensação que experimentam ao adentrarem o mundo invisível não é tão alentadora.

Espíritos Sofredores

Um quadro bem diverso apresenta um Espírito que na existência física foi orgulhoso, que jamais preocupou-se com o aprimoramento de suas qualidades morais e espirituais, e muito menos condoeu-se dos sofrimentos alheios.  O estado de alma desse Espírito na erraticidade é assaz doloroso, pois sua consciência acusa-o constantemente, aumentando ainda mais seus sofrimentos morais.  Tal Espírito tem a sensação de que seus sofrimentos são eternos, não entrevendo sequer um termo para suas dores.

Espíritos que adentraram o mundo espiritual pela porta enganosa do suicídio vivem verdadeiros martírios, o seu estado de alma é dos mais deploráveis, pois, muitas vezes, experimentam a sensação de estarem ligados aos seus antigos invólucros físicos.

Não menos agudo é o sofrimento dos Espíritos endurecidos que, pelo orgulho, não se arrependem do mal praticado.  São Espíritos insubmissos que se revoltam contra a justiça divina, hesitando em se submeterem à vontade do Criador.  Por isso, vivem num estado trevoso e de revolta interior, refratários ao benefício balsâmico do perdão.  Tais espíritos também têm a sensação de viverem em eterno sofrimento e somente novas e difíceis reencarnações os aproximarão mais do caminho do bem.

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