sábado, 25 de maio de 2013

MEMÓRIAS DE UM SUICIDA


(Obra Mediúnica) - Federação Espírita Brasileira
YVONNE A. PEREIRA

(1) Após a morte, antes que o Espírito se oriente, gravitando para o verdadeiro "lar espiritual" que lhe cabe,
será sempre necessário o estágio numa "antecâmara", numa região cuja densidade e aflitivas configurações
locais corresponderão aos estados vibratórios e mentais do recém-desencarnado. Aí se deterá até que seja
naturalmente "desanimalizado", isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais de que são impregnados
todos os corpos materiais. Por aí se verá que a estada será temporária nesse umbral do Além, conquanto
geralmente penosa. Tais sejam o caráter, as ações praticadas, o gênero de vida, o gênero de morte que
teve a entidade desencarnada - tais serão o tempo e a penúria no local descrito. Existem aqueles que aí
apenas se demoram algumas horas. Outros levarão meses, anos consecutivos, voltando à reencarnação
sem atingirem a Espiritualidade. Em se tratando de suicidas o caso assume proporções especiais, por
dolorosas e complexas. Estes aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes restava para conclusão
do compromisso da existência que prematuramente cortaram. Trazendo carregamentos avantajados de
forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental,
nervosa e vibratória completas, é fácil entrever qual será a situação desses infelizes para quem um só
bálsamo existe: a prece das almas caritativas!
Se, por muito longo, esse estágio exorbite das medidas normais ao caso - a reencarnação imediata será a
terapêutica indicada, embora acerba e dolorosa, o que será preferível a muitos anos em tão desgraçada
situação, assim se completando, então, o tempo que faltava ao término da existência cortada.

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