quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

DÁ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTE

Livro: A Mediunidade sem Lágrimas
Autor: Eliseu Rigonatti - Coleção Espírita - p.21

     Antes de aprendermos a usar nossa mediunidade e de merecermos o título de médiuns, meditemos sobre o seguinte:

     Não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para simples passatempo ou para satisfação de nossos caprichos.  Em circunstância alguma, façamos dela o nosso ganha-pão.

     Infeliz do médium que utiliza sua mediunidade visando aos seus interesses terrenos! Mal-aventurado quem procura trocar por dinheiro os dons de Deus!

     A mediunidade é coisa santa e com ela devemos suavizar os sofrimentos alheios.  É a maneira mais simples de praticarmos a verdadeira caridade: a caridade espiritual.  Cooperando com os espíritos curadores, concorremos para o alívio daqueles que sofrem.  E como instrumentos dos espíritos educadores, contribuímos para o adiantamento moral de nossos irmãos.  Ao desenvolvermos nossa mediunidade, lembremo-nos de que ela nos é dada como um arrimo para mais facilmente conseguirmos a Perfeição e para mais suavemente liquidarmos os pesados débitos que contraímos em existências passadas e para servirmos de guias a irmãos mais atrasados.

     Vamos dar de graça o que Deus nos conceder, conforme nos ensinou Jesus.  Nunca troquemos por algumas moedas o que a bondade de nosso Pai que está nos céus quer distribuir a seus filhos necessitados.  Onde há interesse, por pequenino que seja, não há caridade.

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