sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ENQUANTO DORMES

Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José
Do livro: Ramos da Videira - pg. 21

"E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança". - Marcos, cap. 4 - v.39.


             É quando te encontras invigilante que o vendaval da prova começa a fazer soçobrar a embarcação de tua vida.

             Os elementos da Natureza, enquanto o Senhor repousava, induziram os apóstolos ao medo, desencadeando-se de inopino.  Bastou, no entanto, que Ele despertasse, para que a tempestade amainasse e se fizesse a bonança.

             Enquanto o teu espírito dorme, sem maior consciência de si, conspiram contra o teu progresso os que desejam mantê-lo hibernado indefinidamente.  São os que agem à sombra do comodismo espiritual em que te entregas a infrutíferos devaneios e a sonhos que se eternizam em pesadelos.

            Quando, todavia, acordas de tua secular letargia e tomas posse de tua vida, a paz, que não conheces por fora, se te instala no âmago do ser.

             Evidentemente, que o vento bravio das lutas e o mar encapelado das dificuldades sempre permanecerão à espreita de que tornes a cochilar.

             Vejamos, ainda, na lição anotada por Marcos, que somente o Senhor pode pacificar as desavenças de teu mundo íntimo, quando te inquietas.

             Se te pões em alto-mar, é natural que faceies os perigos da jornada, para a qual talvez não te hajas habilitado perfeitamente, imaginando que te seja possível navegar ao sabor das ondas que te arrastam a embarcação...

             Desperta e toma o leme da existência nas mãos, não permitindo que as circunstâncias continuem a te guiar, substituindo em ti a bússola do bom-senso e da responsabilidade.

             Acorda e ordena que emudeçam os teus conflitos de ordem interna, nas nuvens do passado que prenunciam forte temporal.

Emudece os teus caprichos e faze calar as tuas paixões que se exacerbam.

           Assume o controle dos próprios pensamentos, para que os teus desafetos de outras eras não te surpreendam fora da proteção do Senhor e te façam naufragar em tuas esperanças.

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