Livro: Ramos da Videira - Carlos A. Baccelli / Irmão José - 2002
Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo"
"Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados." - Atos, cap. 8 - v.7
Este texto de "Atos dos Apostolos" mostra o processo obsessivo em suas consequências físicas para os que se lhe tornam vítimas. Afastados os agentes causais de suas perturbações psíquicas, os paralíticos e os coxos foram curados, livres da perniciosa influência que os molestava.
Veja-se a que ponto pode chegar a integração da mente encarnada invigilante com a desencarnada que intenta possuí-la.
Segundo as anotações sob exame, "os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz", evidenciando a presença de uma personalidade intrusa controlando a vontade da criatura, ao ponto quase de substituí-la na condução do corpo que ocupa.
A obsessão, portanto, que igualmente atesta a imortalidade da alma, é uma patologia espiritual que antecede o advento do Espiritismo no mundo, figurando em quase todas as páginas das Sagradas Escrituras.
Coube a Allan Kardec simplesmente o seu estudo, determinando-lhe as causas e apontando-lhe terapêutica eficaz.
As fórmulas de exorcismo colocadas em prática pela Igreja admitem a veracidade da obsessão e, portanto, endossam os postulados espíritas que, sem qualquer preconceito, abordam o assunto sob diferente óptica.
Ainda, o que se pode ler neste versículo de "Atos dos Apóstolos" faz cair por terra a tese das ciências psicológicas, que não cogitam da sobrevivência do ser, já que os "espíritos imundos", abandonando as suas vítimas, de imediato as restituíam na posse de si mesmas, liberando-as daquela coação de caráter hipnótico; não se tratava, como não se trata, de uma manifestação não muito bem definida do subconsciente, mas, sim, de uma atuação negativa externa que, uma vez cessada, faz cessar, inclusive, inibições de caráter fisico.
O estudo da obsessão, portanto, mais que o estudo da mediunidade genuína, pode fornecer dados aos que anseiam por uma comprovação científica da imortalidade.
Negar os quadros obsessivos que a Doutrina Espírita coloca em pauta, estudando-os exaustivamente em sua vasta leitura, é negar tudo o que se encontra a respeito registrado na Bíblia e, de resto, em quase todos os livros basilares das principais filosofias religiosas da Humanidade.
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