terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O DIVINO CONVITE

Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José
Livro: Ramos da Videira, pg. 18

"Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentando na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu". - Marcos, cap.2, v.14.

          Não ignores o divino convite do Senhor para que o sigas.  A exemplo de Levi, levanta-te sem detença, desapegando-te do que te prende ao comodismo...
          Não listes as tuas impossibilidades, sobre as quais o Mestre não te inquiriu, e nem alegues não te sentires à altura do chamamento que te está sendo formulado para servir.
          Abandona conveniências e interesses pessoais para os quais, até agora, trabalhaste com exclusividade.
          O que aconteceria, caso Levi, depois o próprio Mateus, deixasse passar aquela oportunidade e fizesse ouvidos moucos à exortação do Mestre? Com certeza, séculos e séculos rolariam antes que nova chance, semelhante àquela, o favorecesse.
          Ergue-te, portanto, da coletoria de teus anseios transitórios e não hesites em cuidar do que te induz ao futuro espiritual.
          Renuncia a caprichos e ilusões que apenas te deixam desencanto na alma.
          O Mestre estende o divino convite a todos, no entanto raros são os aprendizes que o assimilam de imediato.
         Quantos talvez tenham deixado de segui-lo, nas mesmas circunstâncias em que o autor de um dos quatro Evangelhos tenha decidido fazê-lo sem titubear? Quantos não terá Ele chamado em vão ao apostolado?
          Não olvides que o apelo do Alto para que te renoves te alcança de múltiplas formas.  Às vezes, o Céu te chama a retificar o destino através da prova inesperada que te atinge, ou a construir a felicidade dos outros a partir do alicerce da dor que te acicata.
          A voz do Senhor, sem dúvida, poderá se te fazer audível através de outras circunstâncias, como aconteceu a Maria de Magdala e a Paulo de Tarso, a Santo Agostinho e a Francisco de Assis.
          Não te esqueças de que ainda, neste momento, o Amado Mestre, passando rente a ti, está te dirigindo aos ouvidos, seja qual for a condição em que te encontras, o inconfundível apelo que não registras: "Segue-me!..."

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